sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cá estou eu: estudando, namorando, sem emprego (o que não é uma reclamação), recuperando tudo o que devia na faculdade e com a vida muito calma. Esse deveria ser meu melhor ano.
Eis que de repente morrem duas amigas de acidente de moto. Opa, mais um jovem que morre perto da faculdade. Espera, tem mais uma menina que morre em um acidente de van com universitários. Ah, tem a que morre de câncer também. E olha que isso começou a acontecer depois das férias.

Ontem eu estava conversando com uma amiga sobre como tudo está de cabeça pra baixo. São acidentes, depressão, câncer, morte.

Eu não sei se o Cara (se é que Ele existe) la de cima me colocou em uma prova de resistência muito grande com meu pai e resolveu comparar o que eu sinto quando perco alguém muito próximo e quando perco alguém "conhecido" ou se os jogadores (entenda) simplesmente se cansaram do nosso jogo e resolveram jogar seus fantoches todos fora mas, porra! Alguém me explica o que está acontecendo?

Eu lembro que onde eu morava era raro acontecer uma morte com pessoas com menos de, sei lá, 50 anos. Teve apenas um colega da minha irmã que morreu com uns 11 anos andando de bicicleta, foi atropelado na esquina de onde eu morava e outro cara mais jovem (não me lembro a idade dele) que morreu afogado em uma lagoa de lá (Coromandel).
 Aliás, ontem em uma conversa por celular com minha mãe, ela me contou de uma moça que morreu de acidente com moto quando voltava de uma cidade vizinha (viagem que a mãe da moça tinha a proibido de fazer já que ela estava indo pra essa outra cidade -Monte Carmelo/MG- exatamente por ter se machucado de moto). Pronto, pegou a moto da amiga escondida da mãe e morreu em um percurso de mais ou menos 50 km.

Vez ou outra aparece na tv algum médico mostrando a cura ou controle de doenças consideradas "incuráveis" que serão utilizadas pra aumentar a vida de pessoas que, muitas vezes, já viveram o que era pra ser vivido. Não tô falando que não quero isso, de prolongar a vida de quem já ultrapassou os 60, mas acho que a vida é coisa frágil e que só nos damos conta disso quando estamos beirando os 40.
Eu com os meus muito poucos 19 anos estou passando pela pior época da minha vida. Eu assumo, com um pouco de dúvida/receio, ter medo da morte. Tenho medo de enlouquecer em casa, tenho medo de ficar tetraplégica atravessando a rua, tenho medo de morrer indo visitar minha mãe. Na verdade, eu tenho medo até de ter esses medos! Não quero deixar de viver por isso.

 Já posso me considerar doente?




Aqui embaixo deixo os links de alguns acidentes que citei acima.
http://www.patoshoje.com.br/noticias/patos-de-minas/16202-garota-e-adolescente-morrem-em-grave-acidente-com-moto-na-avenida-maraba.html

http://www.patosnoticias.com.br/o_que_acontece/noticia/12125-seguranca_e_transito-universitaria_de_19_anos_morre_em_acidente_envolvendo_caminhao_trator_e_van_de_transporte_de_estudantes

http://www.patosnoticias.com.br/o_que_acontece/noticia/12134-seguranca_e_transito-vitima_de_acidente_com_van_na_mg_410_nao_resiste_aos_ferimentos_e_morre_no_hospital_regional

http://www.patosnoticias.com.br/o_que_acontece/noticia/12120-seguranca_e_transito-motociclista_avanca_parada_obrigatoria_bate_na_lateral_de_caminhao_de_bebidas_e_morre_no_hospital_regional


Um comentário:

  1. Eu entendo o que diz. Uns dias atrás, estava conversando sobre o assunto e também tenho todos esses medos e mais alguns.Mas se formos considerar todas essas tragédias como 'possíveis', não viveremos, não aproveitaremos. Farei um post sobre o assunto, assim que tiver tempo. Está convidada a ler.

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