segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Pra ele

Despedida nunca foi o meu forte. Mas o que seria "essa" despedida, não é mesmo? "Em alguns poucos dias nos veremos de novo. Duas semanas, no máximo!" Quem me dera se meu pensamento fosse assim naquela hora. Eu fiquei parada naquele momento, da gente se olhando e vendo quem segura o choro por mais tempo. Eu não pensei em quando nos veríamos, eu só sei que a gente tava se despedindo e não era só por hoje. A gente não vai se encontrar amanhã pra aumentar nossa rede de amigos, de você me levar pros seus amigos e eu te levar pros meus. A gente não vai se encontrar amanhã depois da faculdade com você me contando que -pra variar-, quase bateu o carro. E cá entre nós, você é péssimo motorista. Mas eu não me importo de andar de carro com você dirigindo, porque você tá do meu lado.
 Eu não vou te ver amanhã. Nem depois e depois... O tempo parece muito lento quando é assim, sobre eu não ter você. E eu não sabia que me sentiria assim.
 Eu quero ter seu abraço todo dia! E quero você me implicando pra eu ficar bravinha e você me chamar de "kid" e eu fazer aquele péssimo trocadilho de "bengala". Quero você pra tomar açaí comigo e dizer que minha boca tá roxa, soltar a minha mão... pra gente andar abraçadinho! E fazer essa corrida idiota que a gente fez hoje de subir correndo as escadas só pra você não me carregar.
 Eu não sabia que estaria escrevendo essas coisas hoje, sequer me lembrando de cada detalhe, tipo aquela pinta na nuca super estranha que você tem.
 Eu quero te implicar e falar que você não sabe beijar, só pra você tentar de novo. E dizer que você canta com aquela vozinha de falsete chata só pra você rir meio sem graça como você sempre faz.
 Eu quero aquele seu lado maduro também, de dizer que eu tenho que estudar, me esforçar e fazer alguns sacrifícios. Não deixar eu almoçar em casa porque "ah, tem um miojo delícia ali" e eu não posso ficar comendo essas besteiras todo dia porque não faz bem pra saúde (e bora pro shopping comer).
 Eu quero dormir agarradinha com você, até você me acordar e dizer que seu ombro tá doendo. E mesmo que a gente esteja soando, eu quero ficar pertinho de você -até porque nesses dias quentes a gente ia passar calor do mesmo jeito!
 Eu quero ver você falando que não vai poder sair porque tem treino no outro dia "mas vai você, saia com as meninas". E claro, implicar mais uma vez dizendo que seu treino faz a luta da cobrinha.
 E eu gosto do seu pé; mesmo ele sendo essa coisa estranha agregada que você tem aí embaixo da canela.
 Eu gosto do seu cabelo também, que apesar de ser lindo quando comprido e enrolado, fica ótimo curto. Gosto do seu jeito manso de falar e da sua cara quando me imita, apesar de ser ridícula. Gosto do seu cheiro-quase-sem-perfume.
 Mas eu odeio me despedir, principalmente quando é assim, com um "eu gosto de você".

Um comentário:

  1. Eurípedes Macabeu27 de out de 2012 11:42:00

    é Pra ele
    mas serve a todos.

    é o amor, a razão de ser.
    e como dói a saudade do tempo que não volta.
    na vida esses momentos são raros e guardados para pessoas com afinidades especiais.

    Há de se saber conservar o instante.
    Esse momento mágico de compartilhar sentimentos arrebatadores.

    Pq o amor é mesmo fogo e depois fumaça.
    E a chama que a aurora enlaça
    não segura o mais ardente dos amores.

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